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Lorpa quase-erudito

Escaninho quase tão oco como um ovo que não chocou.

Escaninho quase tão oco como um ovo que não chocou.

Fomento se eu quiser! #7

O fomento desta semana chega, propositadamente, à Terça. E porquê? Porque há dias, um pacote de açucar me informou de que hoje, 31 de Maio, é o Dia dos Irmãos.

Como tal, não poderia fomentar outra coisa a não ser este...

 

warrior

 

É complicado escrever sobre o Warrior. Vi e revi. E tenho a certeza que quem viu (sobretudo quem tem irmãos) não ficou indiferente. Nem lá perto!

Espero que não continue tão desconhecido como na altura em que saiu. É daquelas obras de arte cinematográficas que estará sempre no meu top 5 de sugestões.

 

Para finalizar, não vos deixo o trailer mas sim uma dica: não deixem de ver por achar que é um filme de boxe, porque esse desporto é apenas o veículo da história. A história, essa, credo... Vejam o filme!

 

Bom dia aos irmãos e também aos filhos únicos. Cuidem-se!

 

Se não te indignasses é que eu me admirava

Vi esta notícia no sábado e sinto que não é ainda tarde para indignar-me. 

Parece que andou a circular por essas internets fora um vídeo acusado de passar uma mensagem racista. Ora, o Lorpa vê esse vídeo. No final, questiona-se em voz alta, e passo a citar: F&$4-se, a sério?

 

A pergunta bastava, mas prefiro troçar com a sensibilidade idiota do ser humano. Já tudo é ofensivo, já tudo é racismo, ou bullying, ou falta de respeito, ou discriminação, ou desigualdade ou sei lá mais o quê! Pela mínima coisa se cria um problema de fim do mundo. Não é absurdo? Eu ponho as minhas mãos no fogo em como parte das pessoas que partilharam o vídeo nem tão pouco o viram. Partilharam porque é fixe ser contra o racismo e porque o processamento cerebral se resume a boiar na força da corrente: “parece que este vídeo é racista, vou já fazer a minha parte”. E isso é quase tão estúpido como o próprio racismo.

 

Contextualizando: então não é que o rapaz de pele da cor do chocolate (não vá eu ferir alminhas), de origem Africana ou o que queiram chamar-lhe, é posto na máquina de lavar com a t-shirt suja e, além de reaparecer com a t-shirt impecável, até a pele ficou mais próxima da cor do chocolate branco?

A minha reacção resumiu-se a rir. Rir de quem vê um anúncio destes e pensa: “epá que racistas do caraças, vamos denunciar esta infâmia. Já! Todos juntos contra o racismo deste vídeo”.

Qual é a próxima guerra? Mudar as cores das peças do xadrez? É melhor nem lembrar que as brancas saem a jogar.

 

Felizmente, tenho uma sugestão genial para que as empresas evitem problemas futuros. Da próxima vez, peguem num rapaz de pele da cor do chocolate branco (não volte eu a ferir alminhas), de orgiem Caucasiana, ou lá o que queiram chamar-lhe. Quando ele sair da máquina, vem albino!

Humm, pensando melhor isso seria uma ofensa aos Caucasianos, simbolizaria que afinal "eles estão sujos e que essa sujidade tinha sido removida", dando lugar à pureza albina. Ou então ofendia os albinos, sei lá. Espera! Afinal talvez ofendesse ambos, de tão sensíveis que nós andamos. Na volta, ofendia também os oriundos Africanos e todas as restantes raças da Terra, pois não fizeram parte do anúncio e isso é discriminação.

 

Tudo é um problema, não é? Só a nossa parvoíce é que parece não o ser. Parece.

 

chess bw

Divagar devagar #8 - Deixar as botas para trás.

Esperei por ti na encruzilhada das estradas. Em pé, firme, como se disso o meu sangue dependesse. No meu capote - debaixo dele - havias tu e a tua falta. Um calor que nao me aquecia a pele. Recordei o barco a remos e os pães torrados, todo um hálito a alho. Um nada de obstáculos, algures nos tempos de outros dias.

Aqui, no cruzamento das escolhas, nao há placas com quilómetros. Nao há uma carroça que passe e me dê boleia para um destino qualquer desconhecido. Estou eu, o meu capote e a tua ausência. Encontro a navalha num dos bolsos de dentro desta capa frouxa. Estou guiado. Desenho a letra inicial do teu nome na bota esquerda e descalço-a logo em seguida. Tiro depois a direita onde rabisco outra inicial, desta vez do meu nome, do que ainda me lembro dele na tua voz. E olho ambas as botas, lado a lado. Juntas. Numa noite leve de escuridão, densa de lembranças.

Penso em como as botas, quando em pés, caminham juntas sem se tocarem. Apenas complementares, companheiras. Mas ali, naquela visão, ali elas tocam-se e ficam ligadas. Dependência sentimental forçada, será que estão melhor assim?

Parto descalço, sinto o frio da terra molhada. Não estranho o chão aguçado das pedras, as pequenas dores na sola dos pés são quase apetecíveis.

Calejar o corpo, que ânsia! A necessidade de encontrar uma dor física, castigar as mãos pérfidas. E no meio desta encruzilhada de caminhos pouco emparelhados, suspiro cá dentro: era tão mais fácil quando bastava pegar no barco a remos...

 

botas

 

Breves lorpices #5

KnightRider

 

Parece que o David Hasselhoff está falido. Segundo a notícia, os 100 mil euros mensais auferidos pelo "Justiceiro" não estão a ser suficientes. São logo 59 mil só para despesas! Junta-se a pensão da ex-mulher, os impostos e o resultado é, segundo o mesmo, "não sobrar dinheiro para quase nada".

 

A vida está a ficar mesmo cara porra, já ninguém se aguenta. Mais um Cavaco, só que em pior!

Temo ter chegado a altura de venderes o K.I.T.T. ó David, parece-me a única solução viável. Algum coleccionador que te safe desta!

 

Fomento se eu quiser! #6

Então e que tal? Vamos lá a mais uma semana e a novo fomento.

Creio que este dispensa apresentações porque já toda a gente deve, pelo menos, ter ouvido falar.

Sem mais demoras...

 

homem cao

 

Esta rubrica do Nuno Markl nasceu em 97 e regressou cheia de força em 2013, depois de uma paragem que durou anos.

Para o caso de alguém não saber do que trata, basta pensar no título. Representa estranheza, bizarria. É de esperar ser "o cão a morder o homem" e não o inverso. É principalmente em torno da bizarria desse mundo fora que a rubrica segue o seu caminho, pegando em notícias caricatas e em situações, por vezes, surreais.

 

Mesmo para quem não estiver a conduzir (ou a ouvir rádio noutro local) por volta das 9h50, dá sempre para ouvir os podcasts no site da Comercial ou ver os vídeos no YouTube noutra ocasião.  

Deixo-vos com uma edição de há uns meses, só porque esta se passou no nosso Portugal:

 

 

Boa semana, gente!

 

A minha experiência quase-vegetariana

food man

 

É final da semana: vocês têm pressa, o mundo tem pressa. E eu também. Devia ser criada uma liga das urgências do ser humano comum, uma pessoa associava-se e, quando estava a acelerar por esses dias fora, podia ligar para um número de emergência (com um algarismo apenas, 1 por exemplo) e pedir auxílio. Ou então perder ainda mais tempo com essa chamada, sei lá eu que tipo de auxílio é que poderia ser prestado, não tenho tempo para pensar nisso agora.

E notem bem a pressa com que estava, que ainda não saí disto. Estou a escrever muitas vezes a palavra "pressa", não estou?

Bom, já tinha feito uma pequena introdução deste tema aqui, e uns acrescentos valentes aqui, portanto embora lá ao busílis da questão: as conclusões a que cheguei depois de mais de um mês de regime quase vegetariano.

 

1. Tiro o meu chapéu a todos os que se tornaram vegetarianos ou que reduziram bastante o consumo de produtos de origem animal. Dizer que "não é fácil" é pouco. Apetecia-me usar a expressão "lixado como o caraças" na forma não-choninhas. Calculo que já lá chegaram;

 

2. Hábitos com 20 e tal anos? É uma valente trampa conseguir alterá-los. Ou melhor, consegue-se quando tem mesmo de ser. Mas como uma pessoa tem noção da não obrigatoriedade da coisa... Toca lá de estender a toalha e relaxar à sombra da bananeira carnívora. Acho que é a natureza humana (pelo menos a minha é);

 

3. A nossa carteira não agradece. Aliás, a nossa carteira, naqueles primeiros dias de entusiasmo desmedido em que andamos no super mercado como se nunca tivéssemos visto comida na vida, parece uma galinha depenada por um galo em fúria de acasalamento. A nossa carteira é a galinha, e a alga Nori tostada é o galo chupista. No final do mês, nota-se uma diferença considerável;

 

4. Somos obrigados a comer a cada quarto de hora, mais coisa menos coisa. Agora a sério, a barriga tem uma tendência aumentada de queixas. E quem se aproximar de um WC utilizado por nós para um nº2, também;

 

5. Há um vazio deixado pela ausência do aroma maravilhoso dos grelhados. Fiquem com este cheiro na memória e não com o anterior, vá. Sentimos falta de um bife de qualquer coisa que não seja soja ou tofu, falta de um bom bife de carne. Aliás, até de um mau bife temos saudades; 

 

E no final disto vocês perguntam: "então foi tudo uma bela merda e é melhor continuarmos a comer animais?".

Não. Pelo contrário. Se houve um motivo suficientemente forte para me fazer querer cortar nos produtos de origem animal, foi mesmo esse: não querer comer animais. Consegui cortar definitivamente? Não. Reduzi? E não foi pouco!

Sou um indivíduo que tem noção das consequências das explorações pecuárias nos nossos ecossistemas, no clima, enfim, no mundo em geral. Sou uma besta que tem noção das condições de criação desses animais e da forma como são abatidos. Sou um animal que come outros animais, fora de uma "lei da selva". Limito-me a repoduzi-los em massa para depois abatê-los.

 

Eu, ser humano e Terráqueo, envergonho-me de mim e da minha espécie. Mas continuo a fazê-lo. O vírus da gripe também não tem pena dos hospedeiros, mesmo que veja a sua acção reduzida com antivirais e vacinas e afins, continua a infectar. Instintos primitivos entranhados.

 

No fim de tudo isto, o que menos retive desta experiência quase-vegetariana de pouco mais de um mês foi a própria alimentação.

A minha tentativa de "vegetarianisse" repentina foi mais ou menos como o sentimento do início do post: tinha tanta pressa que não cheguei a lado nenhum e ficou tudo na mesma! Como seria se estivesse cheio de vagar?

O que um pré fim de semana é capaz de fazer às pessoas. Só visto.

 

Até segunda, minha gente!

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