Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Lorpa quase-erudito

Escaninho quase tão oco como um ovo que não chocou.

Escaninho quase tão oco como um ovo que não chocou.

E se o Natal acabasse?

Antes de mais: E parar com esta história do Natal ser um consumismo e mais não sei o quê, não? Sobretudo quando também se faz parte do mesmo. Isso é tão ridículo como dizer que se é a favor do ambiente e depois deitar lixo para o chão. Aliás, deitar lixo para o chão é detestável independentemente da opinião ambiental. Adiante.

 

A quem recorre a expressões "novinhas em folha", tais como:

"O Natal só serve para nos fazer gastar dinheiro"

"O Natal é um consumismo"

"O Natal é uma estupidez pegada"

 

E que (calculo eu) adere igualmente à tradicional troca de presentes... Quero propor o seguinte cenário:

 

O Natal desaparece. Termina de vez, para sempre. Por motivos de força maior ou pessoais, por exemplo, que são as justificações possíveis para o desaparecimento do mesmo. Algo semelhante ao que nós usamos quando o motivo é na realidade, vá lá ver, duvidoso.

Portanto, o Natal sumiu e vós, como defensores do anti-Natal, aplaudem o sucedido (suponho eu). Permitam-me então que continue a imaginar o desenrolar dos acontecimentos e que vos pergunte, desde já, o seguinte:

- Em que outra altura do ano das vossas vidas, vão tornar a lembrar-se de todos os familiares? De enviar uma mensagem àquele amigo do Secundário ou da Universidade? De visitar a tal tia viúva que só visitam nesta altura?

 

Eu sei quando seria, sei. No dia do "temos que lá ir", lentamente transformado numa espécie de nunca. E isso seria lamentável. É bom existir uma altura que, de certa forma, nos obrigue a realizar todas estas tarefas natalícias. O ser humano precisa disso e nem sabe o quanto.

Quero acreditar que, ainda assim, se o Natal realmente acabasse, as pessoas ficariam desorientadas e, pelo sim pelo não, acabariam por arrepender-se do que disseram e continuariam a celebrar o Natal. Ou então ficavam-se mesmo pela "espécie de nunca" e pronto.

 

Enfim, por mais que o Natal nos atafulhe os sentidos com incentivos a abrir falência, que seja vergonhoso cantarmos, dançarmos e sabermos as letras de várias canções de Natal (inclusivamente o pinheirinho, pinheirinho, de ramos verdinhos), que por vezes seja "chato" visitar tanta gente num tão curto espaço de tempo, que haja toda esta pressão de ter tudo pronto a tempo e horas... Por mais que tantas outras coisas, tenho a certeza que teremos sempre as melhores recordações desta época.

 

Comam muito, bebam ainda mais, estejam com quem quiserem (ou consigam) estar, e aproveitem. Acima de tudo, aproveitem bastante. Tudo!

 

 FELIZ NATAL 

 

tree christmas

 

18 comentários

Comentar post

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

O gajo

foto do autor

Citação da semana
When you have exhausted all possibilities, remember this: you haven't - Thomas Edison
Acompanha no facebook
Armado em fotógrafo
Malta ludibriada
Mesa de cabeceira

Manda vir com o lorpa
lorpaquaseerudito@gmail.com

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D