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Lorpa quase-erudito

Escaninho quase tão oco como um ovo que não chocou.

Escaninho quase tão oco como um ovo que não chocou.

No caderno dos rascunhos

No caderno dos rascunhos, eu esboço mais do que ideias,

Transformo borrões desorientados em caligrafia precoce.

Das letras, prematuras, acautelo o sentimento,

Dos sentimentos, em rodopio, maturo passados recentes.

 

No caderno dos rascunhos, eu crio um escaninho espalmado

De camadas inúmeras de escolhas, de possíveis lanternas diurnas.

Das escolhas, instáveis, vem em socorro uma provável moeda estatística,

Das lanternas, dissimuladas, abafa a luz contemporânea a sua guia.

 

E no mapa da noite, na orientação que me ilumina a caneta,

Traço símbolos de verdades da minha pessoa e de pessoas não minhas,

Gravo passados contra o tempo medido dos nossos relógios.

 

Na hora da veneta das letras, nesse momento quase despótico

Sinto que voo como nos sonhos plenos de liberdade,

E não sei aterrar noutro lugar, que não no caderno dos rascunhos.

 

notebook

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