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Lorpa quase-erudito

Escaninho quase tão oco como um ovo que não chocou.

Escaninho quase tão oco como um ovo que não chocou.

Para Onde Vão os Guarda-Chuvas

Terminei esta leitura no Domingo. Passaram 3 dias em que, também pela falta de tempo, me recusei a escrever sobre o que me causou. Quando o fizesse, disse para mim que teria de ser algo em condições, pensado. O livro merece-o.

Adianto desde já que foi uma das minhas leituras preferidas. De sempre.

 

O livro está carregado de pormenores criativos, desde a numeração dos capítulos em árabe (palavra de honra que consigo identificar os 10 algarismos e que vai acontecer o mesmo convosco), passando por imagens e desenhos, até mudanças no tipo de letra usada ou no seu tamanho.

Já nem vou falar no pormenor de como as falas de uma das personagens são apresentadas. Quando lerem o livro vão perceber do que falo.

 

Primo, escuta, estás a ouvir?, tenho muito medo da felicidade. Traz sempre consigo um sofrimento muito maior do que ela própria, é como os burros dos pobres, que carregam uma carga muito superior à que podem suportar. É isto a nossa vida, o burro dos pobres.

 

É a minha segunda experiência com Afonso Cruz e, meus amigos!, o homem transborda talento. 

Quando quiserem "esbardalhar-se" contra um monte de metáforas bem conseguidas, ensinamentos, criatividade literária (and beyond!), imaginação com tendência genial, reflexões, etc. etc., então comprem, requisitem ou peçam emprestado este livro. O que interessa é que leiam, pois vale muito a pena.

 

No final, a pergunta que vos deixo é uma das que a história faz: Para onde vão as nossas memórias, a nossa infância? Para onde vão os nossos guarda-chuvas?

 

guarda-chuvas

 (Imagem retirada daqui)

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