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Lorpa quase-erudito

Escaninho quase tão oco como um ovo que não chocou.

Escaninho quase tão oco como um ovo que não chocou.

Quase tão sólido como um calhau dos grandes #3

Dia 3, embora lá então. Podem ler o dia 2 ou a inauguração desta "coisa" ao clicar nos sublinhados. Coisa é o termo certo, definitivamente.

Entretanto isto já parece um diário expedicionário.

 

Hoje quero falar-vos de linhas.

Uma linha, se bem me lembro dos meus tempos áureos da Matemática, é composta por uma infinidade ridiculamente infinita de pontos. Para todos os efeitos, e pondo as coisas em termos mais práticos, uma linha terá um início e um fim, um ponto em que começa e outro onde termina. Ao longo desse traçado, há então a tal infinidade de possíveis pontos.

 

Quando revia as fotografias, o rasto de avião que vêem atravessar a imagem levou-me a pensar nas linhas e no que quero escrever, seja lá o que isso for. Só sei que é importante.

As linhas nem sempre são planas, alinhadas, polidas. Há delas que curvam, que inclinam para cima, que apontam para baixo, que são atravessadas por outras linhas, enfim, há linhas para todos os gostos. Há dias em que o mais fácil seria voar em linha recta até casa, sem curvas. Há outros em que as linhas que sobem nos esgotam, mas nos entregam prémios no final. Há dias até em que as linhas curvas e atravessadas por outras proporcionam o ponto alto do nosso dia.

 

E o que seria de uma linha se esta se limitasse a ficar estática numa fotografia, com princípio e fim? Estagnação, ignorância, perda de tempo. As linhas continuam, esticam. Na próxima fotografia, o ponto inicial já será outro e o final também. É um ponto novo, desconhecido e rico em entusiasmo.

A nossa mente não foi feita para processar linhas constantes e imutáveis. Os nossos olhos cobiçam pontos de focagem novos. Porque sim, é verdade que as linhas vão mudando de posição com o simples passar do tempo, e que o horizonte parece ser uma linha sem fim.

Mas não. O horizonte tem um fim e até lá somos nós quem controla as linhas que o sobrepõe.

 

many rocks

 Fotografia Quartiana - Pedras no Horizonte Aeronáutico, São Pedro de Moel (Novembro, 2016).

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