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Lorpa

Lorpa

Mundo, para onde vais

Ontem à noite apanhei por essas internets fora uma notícia sobre as vendas de smartphones deste ano. Parece que o mercado tem vindo a descrescer cada vez mais. Ainda assim, venderam-se 292 milhões de unidades nestes primeiros três meses de 2016.

Caramba, 292 milhões destas maquinetas que julgamos já não conseguir dispensar. Continua a ser um número bem gordo. Mas que percebo eu de gordura, qual atleta bimensal.

 

Números destes lembraram-me imediatamente as filas quase intermináveis que ocorrem, por exemplo, quando a famosa marca da maçã ou similares mandam um telefone novo para o mercado, eventos que ocorrem mais ou menos dia sim, dia não. E se as filas intermináveis por si só já são prova da estupidez humana, surgem ainda situações mais bizarras: pessoal que vai acampar para a porta dias antes da abertura; malta que vendeu um rim pelo valor de uma maçã nova; aquele jovem ansioso por mostrar a nova aquisição às câmaras que, ao retirá-la da caixa, foi parar directamente ao chão. Enfim, não faltam por aí, vamos chamar-lhe, peripécias.

 

Algumas ideias:

1. À malta que vai acampar para as filas - quando forem aliviar a tripa, deixem o vosso telefone na tenda. Assim como assim vão comprar outro e alguém que viva realmente na rua pode roubar-vos o velho para vender, dando melhor utilidade ao dinheiro. Porque eu bem sei que vocês iam pô-lo na poupança para o lançamento da semana que vem.

2. À malta que vendeu um rim - nunca vi tamanha burrice! O fígado e o coração são mais valiosos. E já que venderam um rim, juntavam logo o outro ao carrinho. Dava para dois telemóveis novos.

3. Ao jovem que partiu o ecrã do telefone antes de sequer o ligar - espero que tenha enviado uma candidatura ao Guiness. Não como a pessoa que esteve mais tempo numa fila para comprar um telemóvel, mas como a pessoa que depois disso, mais depressa inutilizou essa compra.

 

Para onde vais, mundo? O que é feito desses teus "trinta e três dezes" e "trinta e três trintas" inquebráveis e de bateria semi-eterna? 

No fim de tudo isto, o que mais me irrita é não haver um estudo que mostre o número de vendas de não-smartphones, os conhecidos dumbphones. Talvez se deva ao facto de serem oferecidos na compra de um telefone fixo, que por sua vez é oferecido quando se adere a um pacote telefone+internet lá para casa. É como os namorados/as, durante um tempo são os melhores, mas depois surge uma novidade e até já os damos para a troca para adquirir um novo mais em conta.

 

E tu, também vais acampar para guardar lugar na fila? Ou os teus objectivos de vida são menos ambiciosos? Do género, acampar num reles parque de campismo que nem wi-fi disponibiliza. Ou num festival de verão com música ou lá o que é.

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