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Lorpa

Lorpa

Comportamentos ridículos do além

Segunda feira é aquele dia bom, já tinha dito aqui que não desgosto das coitadas das segundas. Partindo dessa onda, quero partilhar convosco uma situação de sábado na qual, agora que escrevo e penso melhor no assunto (Domingo), preciso de esclarecer o meu comportamento. Ouvir umas opiniões, vá, que é como quem diz massajar o ego. Ou achincalhá-lo, eu sei lá.

 

Tudo se passou quando saí do trabalho e entrei no carro. Na Comercial, começava a tocar o seguinte:

 

 

 

O problema começa aqui e julgo dever-se, em parte, ao facto do dia estar arrumado e ter corrido muito bem. O raio da música entrou-me pela pele adentro e até que terminasse, vim a conduzir em modo dançarino: sapateado dos pedais + mudanças metidas ao ritmo da música + volante em modo tambor. 

Chego a casa e vou de imediato pesquisar a dita cuja. É precisamente nessa altura que a espiral de acontecimentos embaraçosos começa:

 

1. Dançar que nem um completo idiota, numa mistura entre o ridículo e deplorável;

2. Agarrar-me a um tripé que serviu de microfone, o qual me dei ao trabalho de ajustar em altura e...

3. ...Pior! fazer movimentos com ele de um lado para o outro, qual aprendiz do Marco Paulo;

4. Continuar a dança em modo imparável até ao final da música e ultrapassar todos os limites quando, a certa altura, o tripé microfone se transformou inevitavelmente numa guitarra.

 

Quando a música terminou, desatei a rir e cliquei no replay. Desta vez já sem danças e só com sorrisos idiotas, limitei-me a dizer em voz alta «mas o que é que foi isto, tens a noção que és um completo anormal, certo?»

E posto isto, não sei o que é pior: se a "dança", se o facto de ter noção do ridículo e, mesmo assim, me rir disso, se o atrevimento da letra e, nesse caso, me deva sentir um galã e possa imaginar-me a usá-la como criadora de clima romântico, qual Zézé Camarinha do Alentejo.

 

Enfim, porque às vezes também há que assumir as merdas e contar as coisas como elas foram realmente, foi esta a minha reacção a uma música que nem costuma fazer o meu género. Até que ponto devo considerar buscar ajuda psicológica? 

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